Open/Close Menu Pediatria e medicina intensiva

Você está cansada, seu corpo pede horas de sono para se recuperar da loucura do dia e a hora de dormir é sempre uma caixinha de surpresas. “Quanto tempo meu filho vai levar para dormir hoje? Será que vai acordar durante a madrugada? Vai chorar para dormir?”. No post de hoje vamos conversar sobre 10 fatores que podem estragar o sono dos bebês, para que você possa evitar situações capazes de transformar as noites de sono em verdadeiros “campos de guerra”.

1) Dormir com a televisão ligada. Embora algumas mães garantam que esta é a única maneira dos filhos dormirem, o mesmo não vale para a maioria das famílias. Crianças que dormem bem com a TV ligada são exceção. A luz da TV estimula, faz com que as crianças queiram ficar acordadas para acompanhar o programa e isso pode fazer com que elas acordem mais vezes durante a noite.

2) Cansar muito a criança na esperança que ela durma a noite toda (porque, afinal, está cansada!). Este é um erro bastante comum. As crianças ficam tão elétricas que não conseguem se acalmar para dormir. Demoram muito para pegar no sono e quando isso acontece, acordam com facilidade. Certamente nesses casos o hormônio predominante no corpo das crianças não é o do sono – ao contrário, a taxa de cortisol (que é o hormônio do stress e que mantém o estado de alerta) provavelmente está elevada.

3) Fazer a criança dormir na cama dos pais. Imagine que você dormiu em sua cama e acordou na cama do vizinho. Assustador, não é? Muitas crianças que dormem na cama dos pais e não são avisadas (quando já entendem) que serão levadas para outro lugar, acordam chorando bastante, porque levam um “susto” no despertar do ciclo do sono. Isso pode causar insegurança e deixar a criança com medo de dormir no quarto dela.

4) Evitar as sonecas diurnas para não estragar o sono da noite. Até os 3 anos, pelo menos, a criança precisa dormir durante o dia. Quando isso não acontece, o pequeno irá produzir cortisol, o que fará com que o tempo para se chegar ao sono possa se estender muito.

5) Quando a criança fizer algo errado, usar a hora de dormir como castigo. Às vezes é quase que automático. A criança faz algo que não é aceito pelos pais e o castigo é ir para a cama. Isso pode criar uma associação negativa com o sono – dormir passa a ser uma penalidade, e não um prazer.

6) Acordar o bebê de madrugada para mamar. Após os 6 meses, desde que não haja recomendação médica e desde que seu filho tenha o peso adequado, ele não precisa ser alimentado durante a madrugada. Interromper o sono do bebê pode fazer com que ele passe horas acordado. Tente suprir a necessidade de alimentação durante o dia, ao invés de acordar seu bebê para mamar no meio da noite.

7) Se o bebê acordar para mamar, demorar para atender a necessidade dele. Tenha sempre o peito ou a mamadeira a postos para atender seu bebê, logo que ele acordar. Se for necessário, o ideal é que ele seja alimentado rapidamente, para que não desperte totalmente do sono e volte a dormir com facilidade. Esta é mais uma vantagem do aleitamento materno – o leite já está pronto, na temperatura certa.

8) Trocar a fralda do bebê durante a madrugada. A não ser que haja necessidade, as fraldas noturnas são feitas para “aguentar” a noite toda. Muitas mães trocam os bebês com medo das assaduras, mas existem meios de evitar isso. Capriche nas pomadas e use fralda de qualidade. Acordar seu bebê no meio da noite para a troca pode estimular seu filho e fazer com que ele leve horas para voltar ao sono profundo.

9) Barulhos e luzes. Para o bebê dormir, é necessário um ambiente adequado. Luzes muito baixas (ou apagadas) e pouco ou nenhum barulho na casa, pois algumas crianças são extremamente sensíveis aos sons. Se for difícil manter toda a casa em silêncio, use um white noise para que o bebê ouça sempre o mesmo som e não se distraia com barulhos vindos de fora do quarto.

10) Dar alimentos de difícil digestão no jantar. Evite chocolates, comidas gordurosas, margarina ou manteiga, alimentos com conservantes, suco de laranja, refrigerantes e carboidratos simples (arroz, pão, batata) no jantar das crianças. A cafeína e os açúcares são excelentes bloqueadores de sono – por isso vale a pena reduzi-los quando a noite chega.

Além desses fatores, lembro que ter uma boa rotina (não só para a hora de dormir, mas também durante o dia), manter um horário aproximado para as sonecas, refeições e atividades certamente aumenta a segurança das crianças, o que ajuda muito na quantidade e principalmente na qualidade do sono. É um ciclo: crianças que tem as horas de sono que precisam, se alimentam bem, são mais alegres, focadas, aproveitam mais as brincadeiras, choram menos e são mais adaptáveis, facilitando bastante a vida dos pais.

Fonte: Dr. Origenes J. Capellani (CRM 12564) / mildicasdemae.com.br

Quando uma mãe ou um pai abraça um filho, o mundo para. O carinho é tão completo que mexe com muitos sentidos. Tem cheiro, toque e até som. Se esse abraço preenche o seu coração, ele também beneficia o seu filho. Não é novidade para ninguém que o carinho dos pais para os filhos é essencial. Um estudo recente desenvolvido pelo Nationwide Children’s Hospital, de Ohio, nos Estados Unidos, veio para confirmar isso. Os resultados da pesquisa mostram que as primeiras experiências sensoriais que os bebês recebem permanecem em seus cérebros pelos próximos anos.

O estudo mostra a importância do carinho nos primeiros momentos de vida. Os resultados da pesquisa, que foi publicada na revista norte-americana “Current Biology”, apontam que os bebês prematuros respondem de forma diferente ao toque em comparação com aqueles que nasceram no tempo previsto.

Crianças prematuras tiveram menos contato de afeto com os pais e profissionais da saúde. Por isso, a resposta do cérebro não é tão forte quanto no caso dos bebês que passaram mais tempo com a família logo após o nascimento.

Como a pesquisa foi feita

Para chegar a esse resultado, os responsáveis pelo estudo analisaram um total de 125 bebês. Entre eles, os prematuros, com idade gestacional de 24 a 26 semanas, e os nascidos a termo (no período esperado), entre 38 a 42 semanas. 

A análise foi feita pouco antes das crianças saírem do hospital e irem para a casa. Os pesquisadores submeteram os bebês ao contato com uma rede macia de 128 eletrodos, que registraram como o cérebro de cada um respondia a um sobro suave do ar na pele. Neste momento, foi identificado que os prematuros tiveram respostas cerebrais mais reduzidas ao estímulo. 

 O que os resultados indicam

O resultado da pesquisa é reflexo do modo como os bebês foram acostumados com o contato físico. Aqueles que nasceram no tempo previsto passaram mais tempo com os pais e funcionários do hospital, ou seja, receberam mais carinho. Já os prematuros passaram muito tempo na unidade de tratamento intensivo neonatal e ficaram mais distante do contato físico. O estudo destaca também  que os pais devem atentar-se a esse fato e cuidar para evitar o isolamento de filhos prematuros. 

Fonte: Dr. Origenes J. Capellani (CRM 12564) / Revisa Delas (iG)

Colo demais estraga! Se você é pai ou mãe de um bebezinho, provavelmente já ouviu essa frase algumas vezes. Mas, afinal de contas, o que dizem os especialistas? Justamente o contrário. Bebês precisam ser carregados no colo e receber muito carinho. É diante do nosso toque e aconchego que geramos conforto e segurança afetiva para as crianças. O afeto oferecido a elas na primeira infância irá delinear sua personalidade e servirá como efeito protetor contra doenças como a ansiedade e a depressão.

Por que eles amam?

É simples: o colo recorda aquela sensação boa de aconchego da vida intrauterina. Além de gerar calor, proximidade e segurança, a pele a pele resgata um som já muito conhecido pelos bebês: as batidas do coração da mãe. A especialista também reforça que o choro é a principal forma de comunicação de um bebê. E oferecer colo como resposta para esse serzinho que ainda não sabe que saiu do útero é tudo o que ele mais quer e precisa naquele momento.

Outro detalhe, é que os bebês são seres extremamente sensoriais. A pele é o maior órgão do corpo humano. Em consequência disso, o tato é o primeiro sentido a se desenvolver, sendo de grande importância para o crescimento da confiança e autoestima da criança.

Uma das provas dessa eficiência é o conhecido método canguru, um tipo de assistência neonatal que estimula o contato pele a pele para que o bebê sinta o cheiro e o calor da mãe. Criado na Colômbia na década de 1980, no Brasil o método virou Norma de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso, de acordo com orientação do Ministério da Saúde.

Em estudo mais recente, publicado em 2018, pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, concluíram que o toque influencia o desenvolvimento do DNA. O grupo avaliou 94 bebês com cinco semanas de vida e pediu que os pais monitorassem o comportamento dos pequenos, assim como a quantidade de tempo que passavam no colo. O resultado? As crianças mais angustiadas e com menos tempo de contato físico eram como se tivessem uma idade genética mais atrasada.

Traumas emocionais que acontecem na infância, como a falta de afeto e carinho dos pais, são mais determinantes nas dificuldades de relacionamentos que os adultos podem apresentar ao longo da vida e, entre eles, destacam-se a insegurança, medo de ser rejeitado e a baixa autoestima.

5 mitos e verdades quando o assunto é colo

1. Mito: colo deixa o bebê mal-acostumado
Bebês precisam ser carregados no colo, receber muito carinho, serem ninados, acariciados e massageados. É diante do nosso toque e aconchego que geramos conforto e segurança afetiva para as crianças. Não confunda carinho com superproteção e dê muito colo para os seus filhos.

2. Verdade: facilita a amamentação
A proximidade entre mãe e filho eleva, em ambos, os níveis de ocitocina – um hormônio relacionado à redução do estresse e que também ajuda a elevar a produção de leite materno.

3. Mito: colo de mãe é mais importante que o de pai
Os dois colos são igualmente importantes. O pai deve estar inserido em todos os processos de cuidado do filho. Os benefícios dessa presença são inúmeros, representando segurança e sendo uma figura essencial para o desenvolvimento emocional da criança.

4. Verdade: acalma mamães e bebês
Uma pesquisa realizada por cientistas do Sistema Nacional de Saúde da Criança, nos Estados Unidos, apontou que os níveis de estresse e tensão de mamães que tinham seus bebês internados na UTI neonatal caíam consideravelmente ao segurá-los no colo. Os bebês, por sua vez, ficam com sua frequência cardíaca mais estável quando em contato com a pele da mãe.

5. Mito: as crianças não largam o colo sozinhas
Conforme ganham confiança e independência para explorar o mundo com seus pequenos passinhos, a frequência de colo começa a diminuir naturalmente – isso costuma acontecer entre os 2 e 3 anos. A partir dessa idade, os pais devem estimular a autonomia dos pequenos. Converse, ouça, abrace, beije e nunca negue colo em situações de tristeza.

Fonte: Dr. Origenes J. Capellani (CRM 12564) / Revista Crescer

Hoje comemora-se o Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes, data criada por organizações que atuam com a temática para chamar atenção de toda a sociedade para esse grave problema de saúde pública. Mas, realmente há motivos para celebrarmos?

No Brasil, os acidentes são a principal causa de morte da população de um a 14 anos. Todos os anos, cerca de 3,6 mil meninas e meninos perdem suas vidas e outros 111 mil são hospitalizados somente no SUS (Sistema Único de Saúde) por motivos acidentais.

E, diferentemente do que acredita o senso comum, os acidentes não são fatalidades imprevisíveis, que acontecem sem que se possa agir para evitá-los. Muito pelo contrário. Estudos internacionais afirmam que 90% dos casos de mortes e lesões não intencionais poderiam ter outro desfecho com medidas simples de prevenção.

Para saber mais sobre esse assunto, assista ao vídeo com a cirurgiã pediátrica e presidente do Conselho da Criança Segura, Simone Abib.

O Ministério da Saúde anunciou que, a partir de 22 de agosto, todos os bebês com idade entre seis meses e um ano devem ser imunizados contra o sarampo. A doença, transmitida por um vírus, estava erradicada no Brasil desde 2016, mas voltou a circular. Desde janeiro, são 1.680 casos confirmados em 11 estados, mais de 98% deles em São Paulo.

Apesar da alta incidência paulista, a regra vale para todo o país, mesmo em cidades que não tem casos registrados. A dose é considerada extra. Ou seja, não substitui as duas que devem ser aplicadas depois do primeiro aniversário.

Por que a recomendação foi feita?

Antigamente, a vacina era oferecida em dose única aos seis meses e, depois, passou a ser oferecida aos nove meses para, enfim, chegar à recomendação anual: duas doses, aos 12 e 15 meses.

Quem deve tomar?

A prioridade atual é para os bebês dos seis meses aos onze meses e 29 dias e jovens adultos dos 15 aos 29 anos, que concentram a maior parte dos casos da doença. Os bebês nesta faixa etária são o segundo grupo mais atingido, daí a necessidade de vacinar.

Já as crianças que receberam as duas doses depois do primeiro ano de vida estão protegidas — a eficácia da vacina é de 98%. É importante que os bebês sejam imunizados mesmo que não haja casos no seu município, pois o vírus se espalha facilmente por meio de viajantes.

Gestantes não podem tomar a vacina, por isso é ideal que as pessoas ao seu redor estejam devidamente vacinadas. Caso ela tenha contato com alguém que pegou a doença, pode recorrer ao hospital para receber uma dose do anticorpo pronto para combater o sarampo.

Se o bebê toma leite materno depois dos seis meses, também precisa vacinar?

Sim. Neste caso, ele tem proteção em dobro. O sarampo pode ser muito grave e não é possível saber se o bebê está ou não protegido pelos anticorpos da mãe, então é melhor garantir.

Onde tomar?

Em unidades básicas de saúde (UBS) do país e durante mutirões em escolas e outros espaços públicos.

O sarampo pode matar?

Pode sim, especialmente os mais novos, cujas defesas ainda estão em desenvolvimento. Para se ter ideia, em 2017, a doença causou quase 110.000 mortes no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Crianças pequenas desnutridas, em especial com deficiência de vitamina A, estão em maior risco.

Mesmo que a situação não evolua desta maneira, há complicações, como dano cerebral, cegueira e perda de audição. Podem ainda ocorrer infecções secundárias, como sinusites, otites e pneumonias. 

Como se pega sarampo?

O vírus se transmite muito facilmente pelo ar, por meio de partículas virais liberadas por secreções como um espirro, coriza ou saliva. Os primeiros sintomas são febre alta, dor no corpo, tosse persistente, mal estar, irritação ocular e corrimento no nariz. Eles surgem até duas semanas depois do contato com o vírus. Em seguida, aparecem as manchinhas vermelhas características. A pessoa infectada começa a transmiti-lo cerca de cinco dias antes e até cinco dias depois das manchas aparecerem. 

A vacina é segura para bebês?

Sim. Infelizmente, o sarampo voltou a assustar, pois os índices de cobertura vacinal caíram não só no Brasil, mas no mundo. O risco de reações adversas é pequeno. Em 5% dos casos, pode haver pequenas irritações locais, como dor, vermelhidão e inchaço, pois a injeção é subcutânea. Além disso, entre 5 e 15% das pessoas podem ter sintomas leves de alguns dos componentes da vacina, como um mini sarampo, mas eles passam em pouco tempo.

O que mais posso fazer para proteger meus filhos?

A vacina é a maneira mais eficaz de impedir que a doença apareça. Fora isso, talvez evitar expor as crianças não vacinadas a locais fechados com muita aglomeração de pessoas, pois esse ambiente favorece a transmissão do vírus. Os médicos também recomendam deixar o pronto-socorro só mesmo para situações de urgência e emergência.

O vírus que circula por aqui é diferente?

O sarampo tem oito subtipos e mais de vinte genótipos. O que está circulando aqui é o D-8, em alguns casos com pequenas mutações genéticas. A vacina é feita com o subtipo A, mas na prática os vírus se comportam de maneiras muito parecidas, então a vacina protege contra todos.

Fonte: Dr. Origenes J. Capellani (CRM 12564) / Bebe.com.br

O seu filho está crescendo e descobrindo o próprio corpo, entre as mãos, pés e também as necessidades. No momento do desfralde, a criança passa a perceber que aquilo que está na fralda é ela quem faz. Essa mudança é algo totalmente diferente na vida dos bebês, por isso requer muita paciência e dedicação da família.

Algumas crianças levam poucas semanas para aprender a usar o banheiro, enquanto outras podem demorar até seis meses e precisar de maior atenção. Por isso, pensando em ajudar todos os pais e parentes, decidimos listar 10 erros mais comuns na hora do desfralde.

1) Começar antes da hora – o ideal é a partir dos dois anos pois nesta fase as crianças têm autonomia para andar, tirar a roupa e expressar que estão incomodadas com o cocô.

2) Expor a criança em lugares públicos – ir ao banheiro é algo privado, portanto, tente utilizar o sanitário com a porta fechada e penico sempre no banheiro, nunca na sala, quarto.

3) Delegar a tarefa unicamente para a escola – tente começar a retirada das fraldas em casa, de preferência nas férias, sem muito estresse. A escola deve ser só um apoio.

4) Pressionar a criança para ser rápida – o desfralde requer tempo e paciência. Leve livrinhos, joguinhos para tornar o momento prazeroso.

5) Não providenciar itens de apoio – precisa providenciar um penico ou redutor de vaso sanitário. A criança precisa de conforto. E se faz necessário o apoio para os pés!

6) Esperar a criança pedir para ir ao banheiro – comece retirando a fralda do dia e pergunte ou leve a criança ao banheiro a cada duas horas.

7) Dar bronca se a criança não consegue se segurar – nunca diga você se sujou de novo ou você não aprende.

8) Fazer cara de nojo quando acontece um escape – os escapes, principalmente os noturnos, são frequentes. Pode durar em média até os quatro anos e algumas crianças até seis anos de idade.

9) Colocar roupas difíceis de tirar – se a criança pede para ir ao banheiro os pais têm de agir rápido.

10) Escolher um momento de estresse para tirar a fralda – toda paciência é pouca.

Com essas dicas é ter paciência e cainho com os seus pequenos.

Fonte: Dr. Origenes J. Capellani (CRM 12564) / Revista Pais e Filhos

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