Open/Close Menu Pediatria e medicina intensiva

Pular de sofás e camas pode até parecer seguro, mas há um risco considerável na brincadeira. É o que revela um estudo da Associação Americana de Pediatria, que avaliou dez anos de registros de acidentes nos Estados Unidos. Entre 2007 e 2016, mais de dois milhões de crianças com menos de cinco anos de idade deram entrada em setores de emergência de hospitais depois de cair de móveis macios.

A pesquisa mostra que esse tipo de queda é hoje a maior fonte de lesões nessa faixa etária. Na verdade, as crianças estão mais de duas vezes mais propensas a se machucar quando caem de camas e sofás do que ao cair de uma escada.

Na média, 230 mil menores de cinco anos foram parar no hospital por conta disso anualmente no país norte-americano. A maior parte deles, 62%, com lesões na cabeça ou rosto. Bebês com menos de um ano responderam por 28% das ocorrências e eram duas vezes mais internados se comparados com os mais velhos.

Os casos mais graves, que exigiram internação e colocavam a vida em risco, foram felizmente mais raros: 2,7% do total. No Brasil, os acidentes domésticos estão entre as maiores causas de morte infantil. Em 2016, uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que metade dos atendimentos médicos entre os zero e nove anos de vida ocorre por conta de quedas, a maior parte delas em casa.

Como prevenir

Não dá para evitar todos os tombos da criança, mas dá para adotar algumas precauções em nome da segurança dos filhos. Entre as recomendações, supervisionar sempre as brincadeiras em camas e sofás, especialmente antes dos cinco anos de idade, deixar a mobília longe de janelas e respeitar o espaço de circulação entre ela. Os autores do trabalho da Associação Americana de Pediatria sugerem ainda que os fabricantes procurem incorporar a segurança ao design e considerem colocar avisos de segurança nos móveis.

 

Fonte: Dr. Origenes J. Capellani (CRM 12564 / bebe.com.br

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