Open/Close Menu Pediatria e medicina intensiva

Todos os bebês têm um paninho ou fraldinha no qual se apegam nos primeiros momentos da vida. Muitos pais, não compreendendo a importância dessas naninhas, acabam tirando das crianças antes do tempo, o que pode causar consequências negativas para o desenvolvimento.

Os paninhos costumam ter um importante valor sentimental para as crianças, porque as ajudam a entender sua própria identidade conforme vivem a infância. Eles são conhecidos como de “objetos de transição”, e devem ser preservados até que elas não necessitem mais deles. Entenda abaixo o porquê.

Os objetos de transição, apesar de frequentemente serem os paninhos, podem ser qualquer outro objeto que traga uma sensação de segurança e conforto para as crianças.

O termo objetos de transição foi desenvolvido por Donald Winnicott nos anos 50. O pediatra e psicanalista acredita que nas fases iniciais da vida, o bebê acredita que ele e a mãe são a mesma pessoa, mas que essa percepção muda ao longo dos meses, quando as crianças adquirem mais consciência de que nem sempre as mães estão por perto, e por isso buscam aconchego nos objetos que têm ao seu redor.

Essas fraldinhas trazem uma sensação de tranquilidade às crianças, porque muitas vezes são uma grande substituta para o colo materno em suas mentes. É justamente pela função que desempenham que os paninhos são tão importantes, eles ajudam as crianças a lidarem bem com a mudança de “dependência absoluta” para “dependência relativa”.

Além de acalmarem as crianças, eles também oferecem um impulso de autoconfiança para que elas lidem com confiança com os desafios de suas vidas diárias, como hora de dormir sozinho, o primeiro dia na escolinha, entre outros.

A importância dos “paninhos de estimação” na hora de dormir

Como representam a figura da mãe para as crianças, os paninhos são muito incentivados pelos pais, especialmente quando as crianças começam a dormir sozinhas, e sempre desejam ter a mãe por perto. Nesse contexto, esses objetos também incentivam as crianças a acreditarem que nunca estão sozinhas.

Não há idade ideal para largar o objeto de transição. Em geral, o objeto é gradualmente substituído por outros interesses e, dos 3 aos 5 anos, a criança já tem condições de deixá-lo – cada uma no seu tempo, que é emocional e não cronológico. O importante, segundo especialistas, é os pais não prejulgarem o filho. Mas, como tudo na vida, o hábito requer atenção quando é exagerado. Se após os 5 anos ou o período de adaptação na escola, a criança se recusa a ficar longe do paninho, ou ainda se o uso do objeto prejudica o convívio social dela (sofrer bullying, por exemplo), vale procurar orientação médica ou psicológica para tentar identificar o motivo do apego. Situações difíceis para ela, como a morte de alguém ou o nascimento de um irmão, podem estar por trás disso.

Fonte: Dr. Origenes J. Capellani (CRM 12564) / Revista Crescer / Site O Segredo

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