Open/Close Menu Pediatria e medicina intensiva

Quando uma mãe ou um pai abraça um filho, o mundo para. O carinho é tão completo que mexe com muitos sentidos. Tem cheiro, toque e até som. Se esse abraço preenche o seu coração, ele também beneficia o seu filho. Não é novidade para ninguém que o carinho dos pais para os filhos é essencial. Um estudo recente desenvolvido pelo Nationwide Children’s Hospital, de Ohio, nos Estados Unidos, veio para confirmar isso. Os resultados da pesquisa mostram que as primeiras experiências sensoriais que os bebês recebem permanecem em seus cérebros pelos próximos anos.

O estudo mostra a importância do carinho nos primeiros momentos de vida. Os resultados da pesquisa, que foi publicada na revista norte-americana “Current Biology”, apontam que os bebês prematuros respondem de forma diferente ao toque em comparação com aqueles que nasceram no tempo previsto.

Crianças prematuras tiveram menos contato de afeto com os pais e profissionais da saúde. Por isso, a resposta do cérebro não é tão forte quanto no caso dos bebês que passaram mais tempo com a família logo após o nascimento.

Como a pesquisa foi feita

Para chegar a esse resultado, os responsáveis pelo estudo analisaram um total de 125 bebês. Entre eles, os prematuros, com idade gestacional de 24 a 26 semanas, e os nascidos a termo (no período esperado), entre 38 a 42 semanas. 

A análise foi feita pouco antes das crianças saírem do hospital e irem para a casa. Os pesquisadores submeteram os bebês ao contato com uma rede macia de 128 eletrodos, que registraram como o cérebro de cada um respondia a um sobro suave do ar na pele. Neste momento, foi identificado que os prematuros tiveram respostas cerebrais mais reduzidas ao estímulo. 

 O que os resultados indicam

O resultado da pesquisa é reflexo do modo como os bebês foram acostumados com o contato físico. Aqueles que nasceram no tempo previsto passaram mais tempo com os pais e funcionários do hospital, ou seja, receberam mais carinho. Já os prematuros passaram muito tempo na unidade de tratamento intensivo neonatal e ficaram mais distante do contato físico. O estudo destaca também  que os pais devem atentar-se a esse fato e cuidar para evitar o isolamento de filhos prematuros. 

Fonte: Dr. Origenes J. Capellani (CRM 12564) / Revisa Delas (iG)

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